A partir do ciclo de avaliação 2025-2028, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) mudou radicalmente o critério para o sistema Qualis. A principal alteração é que a classificação será atribuída aos artigos científicos, não mais aos periódicos em que são publicados.
O antigo sistema classificava os periódicos em estratos de qualidade (A1, A2, B1 etc.). O novo método, anunciado em 2024 e detalhado em 2025, foca na qualidade e impacto individuais dos artigos.
Principais critérios a partir de 2025
A nova avaliação da produção intelectual levará em conta três procedimentos, que podem ser adotados ou combinados pelas 50 áreas de avaliação da CAPES:
- 1. Indicadores bibliométricos do artigo: A avaliação se baseará em métricas do desempenho individual do artigo, como número de citações, em vez do impacto geral da revista.
- 2. Combinação de indicadores: Pode haver a combinação de indicadores tanto do periódico quanto do artigo para a classificação.
- 3. Qualidade intrínseca do artigo: Além de indicadores quantitativos, a avaliação considerará a qualidade inerente ao trabalho, como a relevância da pesquisa.
Fatores considerados na nova avaliação
Outros elementos que contribuem para a classificação da produção científica no novo modelo incluem:
- Foco no impacto do artigo: A mudança beneficia a avaliação de artigos de alta qualidade que podem ser publicados em revistas com menor fator de impacto, minimizando a antiga discrepância e valorizando o mérito da pesquisa em si.
- Visibilidade para periódicos nacionais: A nova abordagem visa impulsionar a produtividade científica brasileira e dar maior visibilidade a revistas nacionais de qualidade, que muitas vezes tinham classificações inferiores no modelo antigo.
- Indexação e acesso aberto: A indexação da revista em bases de dados reconhecidas e a política de acesso aberto também serão fatores relevantes para a avaliação da produção científica.
Como era o antigo sistema Qualis
Até o ciclo de avaliação anterior, a classificação da CAPES era feita com base no conceito Qualis, que atribuía a um periódico um estrato de qualidade, de forma decrescente:
- A1, A2, A3, A4: Estratos de maior qualidade.
- B1, B2, B3, B4: Estratos intermediários.
- C: Estrato de peso zero na avaliação.
Esses estratos eram definidos pelas áreas de avaliação da CAPES, considerando critérios como o fator de impacto da revista e sua indexação em bases de dados internacionais. Com a mudança, o foco se move do “onde publicar” para “o que foi publicado”.
Qualidade e impacto científico
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